Projeto Super “Ação”- Matemática

Projetos Projetos e Programas

MATEMÁTICA

“Não é possível ensinar nada sem partir de uma ideia de como as aprendizagens se produzem.”

Antoni Zabala

1. JUSTIFICATIVA

A Matemática representa parte do patrimônio cultural da humanidade e um modo de pensar. A sua apropriação é um direito de todos. Neste sentido, seria impensável que não se proporcionasse a todos a oportunidade de aprender Matemática de um modo realmente significativo. Assim, espera-se que os alunos tenham a possibilidade de ter contato, em um nível apropriado, com as ideias e os métodos fundamentais da Matemática e de apreciar o seu valor e a sua natureza. Este projeto deve contribuir principalmente para ajudar os alunos a tornarem-se indivíduos competentes, críticos e confiantes, desenvolvendo as capacidades básicas de usar esta ciência para analisar e resolver situações problemas, raciocinar e se comunicar, assim como desenvolver a autoconfiança necessária para fazê-lo.

Este projeto vem ao encontro da missão da Secretaria da Educação que é a de assegurar um ensino de qualidade, atendendo a diversidade em seu compromisso da democratização, desenvolvendo habilidades, competências e valores humanos que promovam a sustentabilidade e respeito à pluralidade cultural, possibilitando a todos os alunos o exercício de uma cidadania plena, por meio de uma educação com foco na aprendizagem, priorizando a garantia ao acesso, permanência e apropriação do conhecimento permeada pela gestão democrática.

Ao propor o presente projeto, acreditamos que se pode contribuir de forma bastante significativa para o desenvolvimento de habilidades necessárias para a elaboração, interpretação e resolução de operações e situações problemas no campo aditivo.

No projeto se propõe operacionalizar uma prática pedagógica que reflita coletivamente sobre a proposta pedagógica das escolas, sobre o planejamento das atividades educativas, sobre as estratégias, recursos de ensino-aprendizagem e de avaliação com um enfoque ao ensino e aprendizagem visando garantir que todos os alunos aprendam.

Para a superação das dificuldades será necessário um planejamento que inclua atividades diversificadas e individuais, estudo constante, dedicação e muito compromisso, importante também será conhecer a história familiar do educando para assim intervir de formar mais pontual e objetiva, por considerar o aluno como um ser biopsicossocial.

2. OBJETIVO GERAL

Propiciar a cada aluno, o desenvolvimento de habilidades para a elaboração, interpretação e resolução de operações e situações problemas no campo aditivo, multiplicativo e ampliar os direitos de aprendizagem esperados para seu nível escolar. 

3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Ampliar o nível de proficiência de matemática da Rede Municipal de Ensino e consequentemente o IDEB do município.

• Garantir a todos os nossos alunos oportunidade de aprendizagem, redirecionando ações significativas e diversificadas de modo que as dificuldades diagnosticadas sejam superadas.

• Oferecer atendimento individualizado, observando com mais detalhes as reais dificuldades de cada aluno.

• Desenvolver práticas pedagógicas atrativas, aproveitando diversos recursos e ambientes de aprendizagens para fomentar um trabalho de qualidade.

• Encorajar os alunos ao redirecionamento de atitudes comportamentais que os impedem efetivamente de aprender.

• Aproximar professor e aluno para a reconstrução de atitudes afetivas cotidianas.

• Desenvolver trabalhos em grupo para ampliar conhecimento, cooperação, socialização, conflitos, discussão de hipóteses e desenvolvimento das potencialidades dos alunos.

• Considerar como ponto de partida o aluno, suas experiências anteriores e as hipóteses que formula sobre o objeto de conhecimento.

4. PÚBLICO ALVO

Cada Unidade Escolar deverá selecionar os alunos, conforme as demandas que serão atendidas, respeitando os critérios abaixo conforme perfil e meta a ser atingida com o projeto:

• Alunos dos 4ºs e 5ºs anos apresentando dificuldades em elaborar, interpretar e resolver operações de adição e subtração com agrupamento e situações problemas no campo aditivo; 

• Turmas com no máximo 15 e no mínimo 10 alunos, sendo 4h semanais para cada turma.

• Alunos que não estão sendo atendidos por outro programa.

• Parceria e compromisso com a família/aluno para atendimento em contra turno;

O número de turmas atendidas será adequado à necessidade de cada unidade escolar.

5. CAPACITAÇÃO EM SERVIÇO

O projeto prevê ações de Formação Continuada de 14 horas mensais, sendo 6 horas para encontros presenciais e 8 para planejamento, reflexão e registros na U.E.

Os encontros presenciais serão quinzenais desenvolvidos às sextas-feiras das 8h30 às 11h30 (período da  manhã) e das 14h às 17h (período da tarde)  na Secretaria Municipal de Educação.

A formação inicial está prevista para 05, 06, 07, 12 e 13 de março de 2018 ou imediatamente após a atribuição com carga horária de 15 horas, divididos em módulos para elaboração do planejamento, plano de apoio pedagógico, portfólio de ações, atividades de adequação metodológica e instrumentos de avaliação. Ocorrerá na Secretaria Municipal de Educação das 8h30 às 11h30 (período da manhã) e das 14h às 17h (período da tarde). O objetivo da formação é preparar os professores para identificar e planejar ações para sanar as necessidades específicas dos estudantes que impedem o desempenho escolar.

6. GESTORES DAS UNIDADES ESCOLARES

Os gestores das Unidades Escolares serão fundamentais para o sucesso do projeto e têm como atuação principal:

• Mapear os alunos com mais necessidade de reforço com base nos seus rendimentos (Conselho de Classe 2017);

• Alocar o professor com perfil para a turma do Projeto;

• Divulgar o projeto na sua unidade escolar para os professores e alunos; 

• Convocar os pais para reuniões, apresentando o projeto, enfatizando a responsabilidade na frequência para o sucesso do mesmo (solicitar assinatura do Termo de Ciência e Responsabilidade);

• Observar o fornecimento de transporte e merenda para esses alunos;

• Estimular e acompanhar a participação e frequência dos alunos e professores no Projeto;

• Organizar o espaço que será destinado para o projeto, selecionando e ofertando os materiais que serão necessários.

• Manter os docentes da unidade escolar a par do andamento do projeto e do desempenho dos alunos atendidos, de forma a sensibilizá-los no trato com os mesmos;

• Promover a troca dos alunos acompanhados pelo projeto em conjunto com os professores, à medida que eles forem alcançando as metas previstas;

• Buscar parceria com o Conselho Tutelar, para garantir o direito do aluno de frequentar o projeto;

7. CONTEÚDOS

Esse projeto apoia-se no conhecimento do professor (matemático, didático e curricular), ampliado e compartilhado com outros colegas em discussões e estudos de propostas apresentadas em materiais curriculares.  Ele planeja o que fará em sala de aula e desenvolve suas tarefas, em um processo interativo, em que é fundamental a observação atenta das atitudes e do processo de aprendizagem de cada criança, para que intervenções pertinentes sejam feitas. Completa esse ciclo, a avaliação do conhecimento dos alunos que o professor deve realizar de forma contínua para tomar decisões sobre o planejamento das próximas sequências.

• Ler, escrever, comparar e ordenar números pela compreensão das características do sistema de numeração decimal.

• Observar critérios que definem uma classificação de números (maior que, menor que, estar entre) e de regras usadas em seriações (mais 1, mais 2, dobro, metade). 

• Contar em escalas ascendentes e descendentes a partir de qualquer número dado. 

• Utilizar a calculadora para produzir e comparar escritas numéricas. 

• Analisar, interpretar, resolver e formular situações-problema, compreendendo diferentes significados das operações.  

• Utilizar sinais convencionais (+, -, =) na escrita de operações de adição e subtração.

• Organizar fatos básicos (tabuadas) da adição e subtração pela identificação de regularidades e propriedades.

• Utilizar a decomposição das escritas numéricas para a realização do cálculo mental, exato e aproximado de adições e também uma técnica convencional para calcular o resultado de adições e subtrações. 

• Utilizar sinais convencionais (x, :, =) na escrita de operações de multiplicação e divisão.

• Construir fatos básicos da multiplicação e da divisão (por 2, por 3, por 4, por 5) a partir de situações problema para constituição de um repertório a ser utilizado no cálculo.

• Calcular resultados de multiplicação e divisão, por meio de estratégias pessoais. 

• Utilizar estimativas para avaliar a adequação do resultado de uma adição ou de uma subtração e usar a calculadora para desenvolvimento de estratégias de verificação e controle de cálculos.  

8. DURAÇÃO DO PROJETO

De 05 de março a 29 de junho de 2018.

De 30 de julho a 14 de novembro de 2018.

9. ETAPAS

• Apresentação do Projeto aos gestores escolares;

• Adequação do Projeto no Plano de Gestão de cada Unidade Escolar;

• Formação das turmas;

• Envolvimento da família;

• Seleção dos profissionais;

• Formação dos profissionais;

• Avaliação Inicial;

• Desenvolvimento das sequências didáticas;

• Formação em serviço / planejamento das sequências;

• Avaliação e monitoramento dos resultados.

10.   ESTRATÉGIAS E METODOLOGIA

Conforme a concepção sobre a construção de trajetórias hipotéticas de aprendizagem pode-se destacar que o plano do professor para as atividades de ensino, compatível com uma perspectiva construtivista de aprendizagem tem papel essencial no processo de desenvolvimento curricular.  Esse planejamento deve apoiar-se no estudo de materiais disponíveis e na utilização de diferentes modalidades organizativas dos trabalhos em sala de aula.  Um dos aspectos importantes dessa organização é a análise de sequências de atividades. Elas podem ser compreendidas como um conjunto articulado de situações de aprendizagem, com objetivos e conteúdos bem definidos. Podem incluir atividades orais e escritas, uso de jogos, de materiais, de problemas, de exercícios entre outras. O importante é entender a finalidade de cada atividade dentro da sequência e estabelecer relações entre elas. Atividades isoladas não costumam promover as aprendizagens esperadas.   

Após a capacitação inicial, os professores terão encontros para estudo e planejamento das atividades e avaliações, assim como para a análise das avaliações dos alunos, de forma a realinhar as ações.

As atividades serão elaboradas a partir dos resultados apresentados, a abordagem do conteúdo em pauta, a sistematização e a avaliação.

Para cada sequência didática, haverá uma avaliação correspondente, de forma a analisar os resultados e ofertar ao aluno a oportunidade de progressão, até a liberação total das aulas de reforço por atingir o objetivo do projeto.

A metodologia considerará o que o aluno é capaz de aprender, dependendo de seu estágio de desenvolvimento cognitivo e, também o conjunto de conhecimentos e informações que já possui.  Nesse processo o professor buscará ser um interlocutor curioso, atento e incentivador de modo à:

• Montar pasta portfólio para acompanhar o aluno no desenvolvimento de seu aprendizado;

• Trabalhar relações interpessoais;

• Explanar aos pais ou responsáveis a fundamental importância da família nesse contexto de aprendizagem;

• Salientar a importância desse projeto, atribuindo responsabilidades, como por exemplo, a organização do aluno e a frequência;

• Acompanhar as atividades desenvolvidas e providenciar reformulações quando necessárias;

11. RECURSOS 

11.1 RECURSOS HUMANOS

• Equipe Técnica da SME, Equipe Gestora, Professor  e Família.

11.2 RECURSOS MATERIAIS

• Materiais Pedagógicos: Guia de orientações do EMAI em PDF; Sequências didáticas dos livros do aluno do EMAI; 

• Coletânea Alfabetização de Matemática – PNAIC;

• Calculadora;

• Material dourado;

• Ábaco;

• Jogos confeccionados;

12. AVALIAÇÃO

A avaliação é colocada como um processo de comparação entre o desejado e o realizado, confrontando-se o que se propõe nos objetivos com o que se foi capaz de realizar. Supõe certamente um juízo que o professor emite sobre a globalidade do trabalho de um aluno, durante um período determinado de tempo e o ajuda a tomar decisões sobre como prosseguir e planejar os próximos passos.

Para tanto é necessário coletar dados sobre como resolvem as atividades propostas ao longo das aulas e também em momentos particulares em que podemos propor uma atividade com fins específicos de verificação do que são capazes de fazer individualmente.   Certamente, é necessário fazer registros das observações realizadas e serão realizados por meio de planilhas de gestão da aprendizagem.

Avaliamos para tomar decisões sobre como planejar e propor a continuidade do trabalho, retomando as expectativas de aprendizagem que não foram alcançadas e reforçando e ampliando aquelas em que os alunos mostraram bom desempenho.

13. BIBLIOGRAFIA

• Plano de Ensino do Municipio de São Sebastião

• BALLONGA, P. P. Matemática. In: Zabala, A. (Org.). Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. pp. 165-192. 

• D’AMBROSIO, U. Educação Matemática: da teoria à prática. Campinas: Papirus, 1977. 

• FAYOL, M. A criança e o número: da contagem à resolução de problemas. Tradução Rosana Severino de Leoni. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.  

• IFRAH, G. Os números: história de uma grande invenção. São Paulo: Globo, 1989. 

• LERNER, Delia Zunino, D. A Matemática na escola aqui e agora. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.   

• LERNER, Delia Zunino. Ler E Escrever Na Escola: O Real, o Possível e o Necessário. PORTO ALEGRE: ARTMED, 2002    PARRA, C.; Saiz, I. (Org.). Didática da Matemática: reflexões psicopedagógicas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. 

• PIRES, C. M. C. Currículos de Matemática: da organização linear à ideia de rede. São Paulo: FTD, 2000. 

• PIRES, C. M. C. Conversas com professores dos anos iniciais. São Paulo: Zapt Editora, 2012. 

• PIRES, C. M. C. Números naturais e operações. São Paulo: Editora Melhoramentos. 2013 (Como eu ensino). 

• POZZO, J. I. (Org.). A solução de problemas: aprender a resolver, resolver para aprender. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. 

• SACRISTÁN, J. G. (1998). O currículo: uma reflexão sobre a prática. 2. ed. Tradução: Ernani F. da Fonseca Rosa. Porto Alegre: Artmed. 

• ZABALA, A. (Org.). Como trabalhar os conteúdos procedimentais em sala de aula. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. p. 7-18. 


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