Exposição Caixa Preta tem curadoria do Programa de Enriquecimento Curricular da Secretaria da Educação

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Com curadoria do Programa de Enriquecimento Curricular – “História e Cultura de São Sebastião nas Escolas”, da Secretaria da Educação (SEDUC), a Prefeitura de São Sebastião, por meio da Fundação Educacional e Cultural “Deodato Sant’Anna” (Fundass) em parceria com a Comunidade Negra Iadalin, segue, até o dia 5 de dezembro, com a exposição ‘Caixa Preta’.

A mostra foi aberta ao público na última sexta-feira (19), integrando a programação do evento São Sebastião Preta, que marcou a Semana da Consciência Negra no município. Dividida em três ambientes, a primeira sala é composta por peças extraídas do Sítio Arqueológico do bairro São Francisco, como fragmentos de porcelana, cerâmica e objetos do século XVIII e início do século XIX. A exposição também conta com textos explicativos sobre o trabalho escravo em São Sebastião, a partir da pesquisa realizada pela historiadora Fernanda Palumbo, com base em documentos do Arquivo Histórico Municipal.

A segunda sala apresenta a Congada de São Benedito do Bairro de São Francisco, seu vestuário, adereços, instrumentos musicais e imagem de São Benedito, além de ilustrações retiradas do Livro “Folclore do Litoral Norte de São Paulo”, de Rossini Tavares de Lima. Considerada uma manifestação popular afro brasileira, a Congada é uma expressão cultural religiosa que envolve o canto, a dança, o teatro e espiritualidades cristã e de matriz africana, remetendo à época das Cruzadas.  

A terceira sala exibe o curta metragem “Gilda Brasileiro – Contra o Esquecimento”. O filme trata sobre a escravização do século XIX ao XXI, onde a professora de química carioca Gilda Brasileiro descobre uma estrada clandestina usada por traficantes de escravos no século XIX. O espaço também conta com diversos registros fotográficos de personalidades pretas da cidade, exaltando a influência africana no cotidiano do povo sebastianense em diversos temas.

A exposição ‘Caixa Preta’ tem o intuito de relembrar a importância de refletir sobre a posição dos negros na sociedade e valorizar a influência da cultura africana na vida dos caiçaras, podendo ser visitada até o dia 5 de dezembro, na Casa da Cultura, no Centro Histórico, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 14h às 18h.